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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ninguém gosta de garotos rudes

Não consigo transformar a RFM em um blog exclusivamente de moda, com indicações e exemplos, eu preciso falar um pouquinho de história também, onde já se viu um blog com Retro no nome que não tem nada do nosso passado? Hahaha, por isso estou começando a série de Subculturas, onde iremos discutir um pouquinho das mais diversas culturas de rua, desde a década de 40 até os dias atuais. Do Teddy Boy ao Punk, para explicar algumas coisas que muitas pessoas tendem a confundir.
Jamaica para muita gente é sinônimo de reggae, Bob Marley, erva, vida boêmia, liberdade, ligação com a natureza, caribe, calor, praia e paz. Com certeza é um território ainda repleto dessa herança musical e cultural que permeou o país, e há muito o que aprender com a Jamaica que não se diz a respeito apenas de Bob Marley. Você sabe o que é um rude boy? Talvez não, mas provavelmente deva conhecê-los agora!
A origem do termo rude boy (garoto rude), vem dos delinquentes juvenis da Jamaica na década de 60, mas hoje, o termo é utilizado para se referir à pessoas relacionadas a cultura de rua e a gangues, ou aos apreciadores do estilo musical Ska e Rocksteady. A fusão da cultura de gangster é muito notada no apreço da moda, com o uso de suspensórios e chapéus pork-pie e a dança, muito animada, proveniente dos sucessos do jazz e do soul criaram a cultura rudeboy e suas subsequentes heranças, do suedehead ao mod. Foi durante a imigração Jamaicana para o Reino Unido que o termo começou a ter outros significados, dizem que os cabeças raspadas (skinheads), costumavam raspar as cabeças para não pegar piolhos de Jamaicanos ou outros imigrantes durante o trabalho nas fábricas, então muito distante do politismo de alguns grupos de 'rude boys', os verdadeiros garotos rudes nada mais eram que uma "família" de jovens que queriam sair para beber, tomar cerveja, se divertir, dançar, independentemente de etnia ou orientação sexual. A militarização de alguns grupos entre a segunda e terceira geração, junto com a inserção do punk e a música Oi! criou a cultura do uso das costeletas, coturnos e visual militar que hoje é sinônimo de rude boy. Do ska influenciado pela música caribenha, o R&B e o Jazz ao Punk Rock agressivo e barulhento, esses são os garotos rudes.

Os primeiros Rude boys, delinquentes de rua na Jamaica.
Segunda geração, agora longe da Jamaica, durante o revival do ska na Inglaterra.

Terceira geração, onde grupo skinheads também começaram a serem associados com o termo.
Ska is back in town!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Rei das Lambrettas

Você sabe quem foi Fred Perry? Não? Provavelmente deve conhecer a Lacoste, né? Pois bem, já está ótimo de início! A Fred Perry é o 'super-vilão' do 'jacarezinho' da Lacoste, antagonizando no cenário da moda, as duas marcas apostaram em abordagens sutilmente diferentes para atrair seu bem distinto público.
Tanto a Lacoste quanto a Fred Perry tiveram seu início nos campos de Tênis, e ambos de seus criadores foram tenistas campeões e muito famosos (Jean René Lacoste e Frederick John Perry respectivamente), jogando com sua influência e vontade de inovação, para criar um design confortável e competitivo para suas camisas polo, tão difundidas entre tenistas, golfistas, trabalhadores e até mesmo tipos de sub-cultura como skinhead, mod, northern soul e rockabilly. Mas não viemos falar apenas da cultura, e muito menos da Lacoste, mas da própria Fred Perry, que há muito, caso vocês sigam a Retro for Men no Facebook, já está entre uma das minhas marcas e inspirações favoritas para mostrar para vocês.
A marca sempre foi reconhecida principalmente por ser adotada por skinheads e mods ao redor do mundo (skinheads de verdade, não esses neonazistas), mas não pense que isso é exclusividade dos carecas, não, não, meu caro, muitos executivos de alta classe optam pelo corte e nome da marca, que sim, tem roupas lindas, seja para provocar o mais rico burguês, ao mais pobre operário. Então, não tenha medo de ser confundido como skinhead.
O forte de suas roupas é de conferir um visual clássico, limpo, confortável, arejado e ao mesmo tempo alinhado, seja para as suas partidas de Tênis ou para uma saideira com os amigos. É comum da marca também apostar no visual moderno sessentista e jovem, se afastando um pouco daquela típica seriedade das camisas Polo Ralph Lauren.
A marca possui roupas masculinas e femininas, bolsas, suéteres, calçados, acessórios e jaquetas, mas, infelizmente atualmente há apenas uma loja no Brasil, localizada em São Paulo, no Shopping Cidade Jardim, onde os preços, convenhamos... Não são nada acessíveis. Mas como na internet somos livres, nada melhor do que apreciar a roupa de alguns sortudos, não?


Vestidos, saias e bolsas fazem parte do vestuário feminino.

A própria Amy Winehouse tem uma coleção de seu nome na Fred Perry.

Além da camisa polo tradicional, há suéteres e pesados casacos.

Camisas estampadas e sapatos de couro também.

Para quem se interessou e quiser conhecer mais a coleção 2014:

http://www.fredperry.com/
http://instagram.com/fredperry_1952

Fred Perry Brasil:
Shopping Cidade Jardim - Av. Magalhães de Castro, 12.000, Vila Olímpia, São Paulo - SP
Tel. 0/xx/11 3198-9351

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